EZILMA TEIXEIRA RELEMBRA/TRÊS RIOS – TERRA DA PROMISSÃO | TR Revista

EZILMA TEIXEIRA RELEMBRA/TRÊS RIOS – TERRA DA PROMISSÃO



Às portas de cravar quase 80 anos de vida autônoma muito se fala do progresso e crescimento de Três Rios, independente de óbices naturais marcados em sua existência.
Não muito raro, numa avaliação de maior (ou menor) praticidade costuma-se atribuir crescimento e desenvolvimento trirriense aos arrojos administrativos dos vinte e oito prefeitos que por aqui deixaram as digitais de seus governos. Uns com currículos de maior laboriosidade, outros de médio desempenho executivo e ainda aqueles com modestas realizações.
Grandes, médias e pequenas administrações registradas pela nossa História, todavia, todas elas com irrefutáveis marcas ao nosso favorecimento social e urbano.
Todas elas, fora de suas graduações, trouxeram colaborações à nossa urbe que aniversaria.
Ao dar título às minhas letras de hoje - “Três Rios – terra da promissão” - procuro, em primeiro lugar, exaltar a dádiva trirriense representada pela sua privilegiada geografia física. Não foi ao acaso que já em 1858 - em terras doadas pelos aristocratas rurais da Fazenda Cantagalo - que um importante trecho da célebre Estrada União e Indústria (a primeira rodovia pavimentada no Brasil) rasgou importante área do nosso território. Um empreendimento viário que logo trouxe uma aglomeração sob a forma de um povoado ,com população quadruplicada com a chegada da ferrovia em 1867.
Já irrefutável terra de promissão autoridades sul-paraibanas curvaram-se ao reconhecimento dos passos largos do povoado e numa canetada elevaram-no a distrito em 1890.Mas a fração distrital ,em formidável arroubo de concretização de promessas, ampliou-se em empreendimentos sociais, políticos, educacionais, imobiliários e outras arrancadas que, já na década de 1920 embalou o sonho da conquista de uma emancipação política e administrativa, conseguida quase vinte anos depois de uma valorosa campanha que apaixonou a população distrital entrerriense.
Em 14 de dezembro de 1938 foi conseguida a alforria de município com luz própria !
De lá para cá o município só fez crescer e desenvolver, muito embora também vítima sazonal de conjunturas econômicas desfavoráveis ,nacionais e municipais - contudo sempre apresentando formulas criativas de soerguimento.
E Três Rios – terra da promissão, só fez - e continua - crescer.
Independente do seu laborioso povo, seu magnetismo sempre foi, e continua sendo, célere em abraçar migrantes e imigrantes que, à hospitalidade do trirriense, também vieram compor o conjunto do capital humano trirriense.
Orgulhosa terra de promessas realizadas. Orgulhoso polo regional, que soube fazer-se, bem cuidar e tratar da primazia de transformar-se em “cabeça da região”.
Ufania à parte, esta é Três Rios, concordando ou não.