SAÚDE/ASMA: NÃO TEM CURA E PODE SER FATAL | TR Revista

SAÚDE/ASMA: NÃO TEM CURA E PODE SER FATAL



A morte precoce da atriz, escritora e roteirista Fernanda Young, no último fim de semana, colocou em evidência uma doença que atinge milhares de pessoas em todo o mundo e que não tem cura, mas pode ser controlada com uso contínuo de medicamentos e adoção de outros procedimentos recomendados pelos médicos.  

O que é asma?

A asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns, juntamente com a rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC. Suas principais características são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas podem piorar à noite e nas primeiras horas da manhã ou depois da prática de exercícios físicos, exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças climáticas.

Muitos fatores ambientais e genéticos podem gerar ou agravar a asma. Entre os aspectos ambientais estão a exposição à poeira e barata, aos ácaros e fungos, às variações climáticas e infecções virais. Entre os fatores genéticos destacam-se o histórico familiar de asma ou rinite e obesidade, tendo em vista que pessoas com sobrepeso têm mais facilidade de desencadear processos inflamatórios, como a asma.

A asma tem cura?

A asma não tem cura, mas com o tratamento adequado os sintomas podem melhorar e até mesmo desaparecer ao longo do tempo. Com acompanhamento médico constante, a maioria dos portadores de  asma pode levar uma vida absolutamente normal. 

A asma pode matar?

Sim, a asma pode matar em casos extremos e raríssimos. Quando a crise é muito intensa e não é feito o tratamento correto, a asma pode levar à morte. Se a pessoa tiver alguma outra complicação clínica o corpo pode ficar ainda mais debilitado.

A relação entre asma e coração, segundo Lázaro Fernandes de Miranda, cardiologista do Hospital Santa Lúcia e conselheiro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), é estreita. O médico explica que há dois tipos de asma: a asma brônquica e a asma cardíaca. Enquanto o primeiro tipo é caracterizado por uma hiper-reatividade dos brônquios e bronquíolos a partículas suspensas no ar ou a determinados produtos ou alimentos, a cardíaca acontece quando o pulmão está encharcado de líquidos.

A asma cardíaca é um sinal de edema agudo no pulmão, exigindo tratamento imediato, pois pode ser fatal. A doença pode, inclusive, causar problemas cardíacos futuros, como a cor pulmonale. “É uma doença causada por problemas pulmonares e que tem grande repercussão no coração, que tende a crescer especialmente o lado direito, e corre o risco de descompensamento”, explica o doutor Lázaro Miranda.

No caso das crises asmáticas, o corpo entra em um processo chamado “bronquioespasmo”, uma inflamação que pode ocorrer gradativamente ou de maneira brusca nas vias aéreas, de acordo com Sérgio Pontes, pneumologista do Instituto OncoVida. A inflamação nos pulmões faz com que os vasos sanguíneos se comprimam, impedindo a passagem do oxigênio e obrigando o corpo a fazer um esforço extra para compensar a queda de oxigenação. “Isso sobrecarrega o organismo, podendo levar a uma parada respiratória e, consequentemente, a uma parada cardíaca”, explica Sérgio Pontes

Quais são os sintomas da asma?

A asma tem sintomas bem característicos, mas alguns deles podem ser confundidos com os de outras doenças.

  • Tosse seca.
  • Chiado no peito.
  • Dificuldade para respirar.
  • Respiração rápida e curta.
  • Desconforto torácico.
  • Ansiedade

Quais são as possíveis complicações da asma?

A asma pode desencadear uma série de processos que podem resultar em complicações, algumas graves. As principais complicações da asma são:

  • Capacidade reduzida de se exercitar ou fazer outras atividades.
  • Insônia.
  • Alterações permanentes no funcionamento dos pulmões.
  • Tosse persistente.
  • Dificuldade para respirar, a tal ponto que precise de ajuda (ventilação).
  • Hospitalização e internação por ataques severos de asma.
  • Efeitos colaterais de medicações usadas para controlar a asma
  • Morte.

Observação:  O pulmão de uma pessoa asmática é mais sensível, o que faz com que fatores externos, como a poeira e a fumaça, causem falta de ar, o que normalmente não aconteceria em alguém que não tem a doença.

Como é feito o tratamento da asma?

O objetivo do tratamento da asma é melhorar a qualidade de vida do paciente, controlando os sintomas e melhorando a função pulmonar. O tratamento medicamentoso é realizado junto com medidas educativas e de controle dos fatores que podem provocar a crise asmática.

A definição do tratamento é feita a partir dos sintomas, do histórico clínico e da avaliação funcional conforme cada caso. São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para manutenção do controle da crise. A base do tratamento da asma persistente é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Pode-se associar também medicamentos de alívio, com efeito bronco dilatador.

Em todos os casos, é preciso reduzir a exposição aos fatores que levam ao surgimento e ao agravante da crise. A educação do paciente é parte fundamental da terapêutica da asma e deve integrar todas as fases do atendimento ambulatorial e hospitalar.

Bronquite e asma são a mesma coisa?

Não. A  bronquite é uma infecção nos brônquios, localizados nos pulmões. Os principais sintomas da bronquite são a tosse (com duração superior a 5 dias) e a expectoração. Já a asma é uma doença pulmonar crônica, caracterizada por tosse, chiado no peito e falta de ar. (Foto: reprodução da Internet)

Fontes: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/asma  https://www.metropoles.com/saude/caso-de-fernanda-young-mostra-que-asma-pode-matar-conheca-a-doenca   https://medicoresponde.com.br/qual-a-diferenca-entre-bronquite-e-asma/