EZILMA TEIXEIRA RELEMBRA/MEMÓRIA TEATRAL DE TRÊS RIOS | TR Revista

EZILMA TEIXEIRA RELEMBRA/MEMÓRIA TEATRAL DE TRÊS RIOS




( Ainda em homenagem ao 80º ano de existência do Grupo de Amadores Teatrais Viriato Corrêa - GATVC)

A matéria que segue, procura atender ao pedido da aplaudida revista virtual TR REVISTA que, honrosamente, acolhe-me como colunista em suas muito visitadas páginas.
Também dedico essas páginas de História àqueles interessados na saga teatral de Três Rios.
Ampla essa saga, a ponto de ter de dividi-la em três partes, cada uma delas bem condensada, contudo tentando manter em todas elas seus momentos fundamentais.

MEMÓRIA TEATRAL DE TRÊS RIOS

1ª parte

As primeiras preciosas informações sobre notícias da arte cênica no povoado de Entre-Rios datam do final do século XIX e início do XX e foram conseguidas através dos estudos dos historiadores Hugo José Kling ( " A Matriz de São Sebastião de Entre-Rios e outras anotações históricas "-1969 ) e Áquilas Rodrigues Coutinho ( " Como nasceu a cidade de Três Rios "- 1976).
O primeiro deixou registrado de que foram os itinerantes chamados " Circos de Cavalinho" que, com apresentações de pequenas peças e pela necessidade de recrutar " extras " entre populares,  deixou nascer entre alguns o gosto pela arte cênica.
Vez por outra o povoado /distrito recebia também aplaudidas Companhias Dramáticas do Rio de Janeiro, que improvisavam suas encenações nos grandes galpões/armazéns, da Companhia União e Indústria, na hoje Av.  Condessa do Rio Novo.
Em 1913 um grupo de idealistas do distrito fundou o Grupo Dramático e Beneficente Dias Braga, que tinha como principal local de apresentação um bonito prédio, já demolido, onde hoje está construído  o Posto Três Rios, na Av. Condessa do Rio Novo.
Tal Kling, Coutinho também citou a professora e maestrina Eurídice Ferreira (que desde 1932 é homenageada com o seu nome em uma escola municipal, quando ainda distrito de P. do Sul ) como pioneira do teatro amador em Três Rios.
Em 1910 produziu, dirigiu e levou à cena com seus alunos a opereta de Franz Lear " A Viúva Alegre ". Três anos depois foi uma das fundadoras do Grupo Dramático e Beneficente Dias Braga.
Áquilas Coutinho também deixou o precioso registro de que o primeiro "script" de autor trirriense coube a Guilherme Pereira Bravo ( 1º prefeito constitucional de Três Rios, em 1947) junto a Valdemar Pinhel. Uma movimentada revista "Uma Coisa e Outra", versando assuntos locais cheios de humor, levada em duas sessões pelo Dias Braga, no Cine 1 º de Maio, em 1926, alcançando enorme sucesso de público .

( Continua nos próximos dias - 2 ª e 3ª partes )