EZILMA TEIXEIRA RELEMBRA/MEU AMIGO CELSO JACOB | TR Revista

EZILMA TEIXEIRA RELEMBRA/MEU AMIGO CELSO JACOB



Muito antes da sua investidura em um mandato político convivi, por mais de uma década, com Celso Jacob no magistério do Colégio Ruy Barbosa , longo período em que conquistou o meu respeito e a minha admiração pelo seu perfil de amigo e colega exemplar.
Nessas ocasiões,  o professor Celso Jacob já apresentava suas pretensões políticas administrativas até ter o seu intento de cidadania coroado de sucesso em 2001 e a partir daí consolidar um caminho de dois mandatos de prefeito de Três Rios e o reconhecimento popular de duas eleições para deputado federal.
Em sua trajetória republicana de mandatos nossa visão e relacionamento institucional foi movido entre tapas e beijos . Dentro da nossa democrática dialética comungarmos opiniões, como em outras colidirmos em grandes choques de teses e antíteses.
Todavia, esses nossos conflitos de ideias e posições sempre foram acariciados pelo respeito, acato pessoal e pela civilidade necessária no embate político e ideológico.
No momento, nosso amigo Celso encontra-se no fosso da amargura de uma condenação tida como disciplinadora de Corte maior, o que vem chocar-me, discordar e lamentar. Sentimentos de similitude de grande parte do respeitável povo trirriense, que também vê na sentença que atingiu Celso Jacob um rigor draconiano, num tropeço administrativo encontradiço a mancheias no universo político institucional.
Uma sentença brutal, dramática e quiçá desnecessária. No entanto, já com pedidos de vênia aos seus inquisidores e ao cidadãos comuns que aquiescem a
mão pesada do tribunal.
Meio injustiçado ou marginalizado politicamente - em cada cabeça uma sentença - passa intensamente aos meus olhos um filme de uma HISTÓRIA OFICIAL: entre outros avanços da educação, a Universidade Rural, fruto do seu denodo, após mais de 20 anos de vãs promessas políticas; da vinda do CEDERJ, que hoje já graduou mais de mil alunos e cuja árdua criação do pólo local, com muito orgulho, foi a mim confiada pelo então prefeito Celso Jacob.
Lembremos da arrancada que Celso Jacob deu à educação trirriense, coadjuvado pela sua grande secretária de educação Marilene Monaquezi, no crescimento educacional com a adoção de livro da História trirriense em nossas escolas, na desapropriação corajosa do então moribundo Colégio Cenecista Walter Francklin, trazendo a redenção do hoje público e vencedor Colégio Municipal Walter Francklin.
São muitas lembranças. É muita História! Memória para muita gente!
Por derradeiro, vai um abraço de solidariedade e de consolação ao meu amigo Celso Jacob, lembrando quase contradizendo Augusto dos Anjos de que "A mão que afaga é a mesma que apedreja", mas suas mãos amigas hão de afagá-lo sempre.
Forte abraço.